Em uma sessão solene realizada em 26 de junho pela Câmara dos Deputados, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar – Previc foi homenageada pelos seus 15 anos. A sessão, conduzida pela dep. Erika Kokay, celebrou o importante papel da autarquia na supervisão e fiscalização das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), fundamentais para a segurança econômica e social do país.
Com a presença de representantes das EFPCs, participantes e assistidos do sistema, agentes públicos e membros da sociedade civil, a sessão ressaltou o impacto significativo que os fundos de pensão têm no Brasil. Atualmente são responsáveis por administrar R$ 1,28 trilhão em ativos - cerca de 12% do PIB nacional - movimentando apenas no último ano R$ 104 bilhões para a economia.
O secretário Paulo Roberto Pinto enfatizou durante seu discurso que “fortalecer a Previc é cada vez mais importante”. Ricardo Pena, diretor superintendente da Previc, apontou as contribuições vitais dos fundos para políticas públicas e infraestrutura. Ao mesmo tempo destacou desafios futuros considerando o envelhecimento populacional brasileiro.
O presidente da APEP, Herbert de Souza Andrade, relembrou a criação da Previc: "A APEP há 15 anos defendeu a criação da Previc. Desde então vimos uma evolução contínua que hoje resulta em um patrimônio robusto administrado pelas EFPCs e uma contribuição direta para o crescimento do nosso PIB".
Herbert enfatizou os desafios enfrentados pela autarquia ao longo desses anos, destacando inovações como a Resolução Previc nº23/2023 que trouxeram mais eficiência e segurança ao sistema. “Mais que fiscalizar, orientar, supervisionar”, disse ele, “é fazer com que nossa previdência complementar esteja alinhada às exigências econômicas contemporâneas enquanto asseguramos benefícios vitais para milhões”.
O presidente também tocou em um assunto crucial: a necessidade urgente de maior integração entre as empresas patrocinadoras dos planos previdenciários e o sistema financeiro nacional. Ele apelou por incentivos fiscais mais equânimes, e os riscos de a reforma tributária afetarem o setor negativamente.
Destacando tanto os benefícios sociais quanto econômicos proporcionados pelas EFPCs no Brasil, Herbert fez questão de ressaltar o impacto positivo dessas entidades na economia produtiva do país: “A iniciativa privada precisa entender que investir em previdência complementar é construir uma sociedade com maior cultura de planejamento financeiro”.
Seu discurso culminou em um chamado à manutenção da confiança no sistema pelos empregadores: “Não podemos perder essa confiança; é preciso tratar cada empregador não apenas como patrocinador, mas sim como pilar fundamental desse desenvolvimento. Ele sublinhou ainda a importância das mudanças societárias serem geridas com flexibilidade sem comprometer os direitos dos participantes.
As palavras finais foram um apelo pelo apoio contínuo à Previc em suas iniciativas regulatórias: “Precisamos promover nossa previdência complementar não só para garantirmos um futuro seguro aos nossos cidadãos, mas também fortalecer nosso país economicamente”.